Por: CLÓVIS GAIÃO
Os deputados estaduais reagiram na tarde de ontem contra a minuta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que redefine, através de resolução, o número de parlamentares em vários Estados. O presidente da Assembleia Legislativa, Arthur Cunha Lima (PSDB), anunciou que solicitará do Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas uma reunião extraordinária para debater a decisão do TSE que vai reduzir, através de resolução, seis cadeiras na Assembleia Legislativa da Paraíba e duas da bancada paraibana na Câmara Federal.
Arthur Cunha Lima também informou que vai participar junto com presidentes de outras Assembleias da audiência pública que será promovida pelo TSE para debater o assunto.
Arthur defende a manutenção do atual número de deputados federais e estaduais com a justificativa de que a mudança provocaria uma perda de representatividade política da Paraíba.
Outro ponto atacado por Arthur é que a resolução do TSE, se aprovada, estará baseada no Censo Demográfico de 2000. “O Tribunal Superior Eleitoral deveria esperar pelo Censo de 2010, para que não haja distorções nessa interpretação sobre a representatividade política de cada unidade da Federação”, argumentou.
CENSO
Arthur lembra que, há dez anos, em Campina Grande sequer se falava em eleições em segundo turno, porque a cidade tinha pouco mais de 200 mil eleitores. “Hoje a população ultrapassa 280 mil eleitores. Isso acontece em Campina, imagine com João Pessoa e outros municípios do Estado”, questionou.
Apesar de a sessão de ontem ter sido esvaziada, alguns deputados divergiram sobre a medida do TSE. O líder do Governo na Assembléia, Gervásio Maia (PMDB), disse que o ideal seria que a representatividade política aumentasse nos legislativos.
Já o deputado estadual Pedro Medeiros (PSDB) concorda com a aprovação do anteprojeto do TSE. “Apoio, sim, pois não podemos ser contra a lei. Visto que, se essa proposta está aí para ser votada é porque foi feito um estudo alegando que o número de parlamentares não é compatível com o número de eleitores aqui no Estado”, afirmou Medeiros.
O deputado Romero Rodrigues (PSDB) adverte que a Paraíba poderá perder muitos recursos, caso a proposta seja aprovada.
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