O vereador Fernando Milanez (PMDB) usou a tribuna da Câmara de João Pessoa, na manhã de ontem, para apresentar um ‘voto de solidariedade’ ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), extensivo ao presidente Luiz Ramalho Júnior e a todos os demais desembargadores da corte.
O voto de solidariedade foi por conta da grande repercussão que causou o pronunciamento do senador Efraim Morais (DEM), feito na tribuna do Senado Federal no dia 3 deste mês, apresentando informações sobre suposta influência do Palácio da Redenção em decisões do Judiciário paraibano. O objetivo seria a cooptação de prefeitos processados para a base política do governador José Maranhão (PMDB).
De acordo com Fernando Milanez, “não se pode admitir picuinhas políticas para manchar o nome de profissionais de ilibada personalidade, com denúncias infundadas e sem provas”. Milanez referia-se a diversas matérias veiculadas nos meios de comunicação local sobre uma possível manipulação de influências políticas no Tribunal de Justiça paraibano.
“Não podemos ficar calados diante da nefasta tentativa de jogar na lama o trabalho do TJ. Quem ataca um membro daquela Casa, ataca o Poder Judiciário, que vem moralizando o Estado da Paraíba”, justifica Fernando Milanez o ‘Voto de Solidariedade’ apresentado. Para ele, o Poder Legislativo não poderia deixar de ser solidário ao Judiciário.
“Dizer que está havendo cooptação na Justiça da Paraíba é um absurdo. Os efeitos da calúnia são irreparáveis”, aponta, completando: “Tenho certeza de que a Justiça paraibana tem agido democraticamente com a lisura de seus integrantes para uma Paraíba cada vez melhor. Acreditamos no direito e na nossa Justiça” defende Milanez.
HERVÁZIO
O vereador Hervázio Bezerra (PSDB), líder da bancada de oposição na Casa, em aparte, lembrou que o ônus da prova cabe aos denunciantes e acrescentou que não se pode denunciar sem provas, finalizando com o apoio ao ‘Voto de Solidariedade’: “Eu também acredito na Justiça paraibana”.
Já os vereadores Raíssa Lacerda e Bosquinho, ambos do DEM, usaram seus apartes para enfatizar que as denúncias foram amplamente divulgadas em diversos veículos de comunicação do Estado e insistiram que precisam ser averiguadas.
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