sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cícero desiste da renúncia se Ney for confirmado primeiro suplente de Cássio



Ney Suassuna como primeiro suplente de Cássio representa afronta a Cícero Lucena
Ney Suassuna como primeiro suplente de Cássio representa afronta a Cícero Lucena

É uma questão de datas para o senador Cícero Lucena, presidente do PSDB da Paraíba, anunciar a desistência de disputar o governo do Estado e, finalmente, em acordo com a direção nacional da legenda, liberar o partido para aliança com o ex-prefeito Ricardo Coutinho (PSB).
Uma coisa, no entanto, faria Cícero parar o processo mantendo-o na estaca zero: a indicação do ex-senador Ney Suassuna (PP) como primeiro suplente do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), conforme se ventilou recentemente.
Cícero já confidenciou aos mais próximos que, caso a indicação seja oficializada, ele declararia guerra e impossibilitaria definitivamente a aliança do PSDB com o PSB.
De fato, a indicação de Suassuna para suplência do ex-governador tucano seria uma afronta a Cícero.
Ele disputou com Ney Suassuna em 2006 uma das mais ferrenhas disputas para o Senado. Na época, Suassuna chegou a pagar do próprio bolso jornal sobre a Operação Confraria envolvendo Cícero Lucena dias antes da eleição. Antes disso, ainda na pré-campanha, trabalhou ardentemente para ver o seu futuro adversário comprometido com processos na Justiça Federal.
Morreu com o próprio veneno, no entanto, uma vez que foi listado, em maio de 2006, como um dos participantes da Operação Sanguessuga, deflagrada pela Polícia Federal, que desbaratou quadrilha que superfaturava ambulâncias destinadas a municípios paraibanos.
Suassuna passou a ser considerado o mascote dos Sanguessugas e acabou sendo tragado pelo próprio governador Maranhão.
Para Cássio, que já se esforçou junto a Cícero para justificar apoio a Ricardo Coutinho, colocar Suassuna na suplência é permitir que o presidente do PSDB paraibano anuncie voto em outro senador.
 
Luís Tôrres

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