O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, indeferiu o pedido de liminar formulado na Ação Cautelar (2772) impetrada pelo ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB). O tucano buscava ter garantido o direito de assumir o mandato de senador, antes do mérito do seu recurso ser julgado pelo STF.
Cássio foi o candidato mais votado nas eleições para o senado em 2010, mas teve sua candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa. “Indefiro a medida liminar, sem prejuízo de que a reaprecie incontinenti o Excelentíssimo Ministro Relator, a quem devem os autos ser conclusos no primeiro dia de fevereiro”, afirmou Peluso em sua decisão.
Com isso, o ex-governador terá que aguardar o julgamento do mérito do seu recurso. A ação tem como relator o ministro Celso de Melo e pode ser analisada a partir da próxima semana quando se encerram as férias do Poder Judiciário.
A decisão do presidente do STF também garante a posse de Wilson Santiago (PMDB), terceiro colocado nas eleições, como senador na próxima terça-feira (1°).
Apesar de negativa do STF, Cássio tem esperança na vitória final
Através do microblog Twitter, o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que pleiteia o direito de assumir uma das vagas no Senado, disse, após ter seu pedido de liminar negado na manhã desta sexta-feira (28) no Supremo Tribunal Federal, que "o calvário prosegue. Mas a vitoria final chegará".
Ele disse que tinha "muita esperança na concessão da liminar que garantiria a posse. Como foi indeferida, fazer o que? Continuar lutando! Sempre!" Com a decisão de hoje, não há mais como impedir a posse de Wilson Santiago (PMDB) no dia 1º de fevereiro.
O Paraíba1 tentou ouvir Santiago, que é atualmente deputado federal, mas sua assessoria não o localizou e prometeu que ele entraria em contato conosco. No entanto, até o fechamento da notícia Wilson não havia nos procurado de volta.
Já o advogado do ex-governador, Harrison Targino, que desviou as chamadas feitas pela reportagem, lembrou, também através do Twitter, apesar de a liminar ter sido negada, o processo principal continua sub judice, um Recurso Extraordinário que tem como Relator o Ministro Celso de Mello e pode ser favorável a seu cliente.
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