Cícero, Cássio e Ricardo: trio difícil de unir
O encontro das oposições na próxima segunda-feira terá mil e uma utilidades. Mais do que marcar o ingresso do ex-governador Cássio Cunha Lima no processo de condução das forças contra a reeleição de Maranhão, vai servir para que o tucano possa fazer um real diagnóstico de quem está no governo e quem está fora dele.
Essa fotografia é importante para revelar quais as eventuais defecções de cada partido da base do prefeito Ricardo Coutinho. E também quais as lideranças que estarão com o prefeito apesar de estarem filiadas às legendas ligadas oficialmente a Maranhão. Assim, se espera a presença de petistas e pedetistas divergentes de Maranhão ao mesmo tempo em que se espera a ausência de petebistas e, claro, de tucanos adversários do prefeito Ricardo Coutinho.
De toda forma, com essa foto, a base Cássio poderia ver nitidamente quais os pontos de resistência que deve atacar, procurando aplicar vacina (ainda não fabricada ) para imunizar os aliados dos encantos do governo Maranhão III.
Pois bem. O discurso que deve pontuar esse encontro, cuja obrigação de Cássio é faze-lo grandioso para evitar o fiasco numérico, é o estabelecimento da clareza que pauta uma disputa ao governo do estado: quem é governo e quem é oposição?
Isso é importante até do ponto de vista eleitoral porque, como já registramos por várias vezes, o eleitor gosta de clareza. Ou se é uma candidatura do governo. Ou se é uma candidatura contra o governo. Não há, neste caso, meio termo.
Neste sentido, perguntamos onde estará inserido o senador Cícero Lucena na próxima segunda-feira? Ele não vai ao encontro para não fazer palanque para o prefeito Ricardo Coutinho, porque tem consciência que a “festa cívica da oposição” idealizada por Cássio será oferecida ao Mago.
Não indo corre o risco de ver seu nome cada vez mais apontado como candidato governista. Deveria, então, o senador tucano fazer o mesmo: convocar uma reunião de todas as forças de oposição, esperando, inclusive, a presença de Cássio, Ricardo e Efraim.
Quem sabe em Campina Grande, onde o PSDB mantém grandes líderes...
É só uma sugestão

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