domingo, 7 de fevereiro de 2010

Divergências do PMDB Nacional legitimam divergências no PT da Paraíba


                                 Michel Temer: nem tão unânime assim
A guerra judicial que se travou antes da convenção nacional do PMDB expõe – e confirma - uma chaga inevitável dentro da legenda. Apesar de majoritária, a tese de apoio a Dilma Roussef, do PT, encontra resistências fortíssimas no partido.
Por mais que o presidente do PMDB Nacional, deputado Michel Temer, provável vice de Dilma, queira tapar o sol com a peneira, é público e notório que o grande partidão marchará com baixas em 2010.
Essa lacuna do PMDB Nacional pró-Dilma, em que pese minoritária, confere um discurso a mais ao setor do PT paraibano que não pretende votar em Maranhão.
Ora, se o PMDB Nacional não poderá garantir a ministra apoio da legenda em todo o país, o PT paraibano também não será obrigado a fechar por completo com a reeleição de Maranhão.
Em outras palavras: quem não é unânime não pode cobrar unanimidade.
Será essa a tese que setores mais anti-maranhistas dentro do PT vão usar a fim de criar comitês supra partidários em favor da candidatura do prefeito Ricardo Coutinho.
Soma-se a isso a sinalização dada pelo presidente eleito do PT Nacional, José Eduardo Dutra, de que Dilma não rejeitará palanque algum nos estados, conforme frisa neste sábado matéria na Folha de São Paulo.
Assim, as divergências nacionais do PMDB serão o melhor discurso para viabilizar as divergências internas do PT paraibano.
Já que em política é praxe só repetir o que é errado.

Luís Tôrres

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