quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

No Ceará: Mulher pára de chorar sangue após sete meses convivendo com o problema


Há seis dias a agricultora Quitéria Calixto de Lima, de 40 anos, residente no Bairro Pernambuquinho em Caririaçu, não chora sangue após sete meses que isso vinha ocorrendo. Segundo ela, o problema agora é outro: o assédio da Imprensa e as suspeições de que tudo não tenha passado de uma farsa. Ela sofre de epilepsia e afirma que a "pressão" em sua casa está grande acrescentando não ter mais o que falar a não ser sobre a promessa feita com São Francisco que a deixou curada.
"Estão me aperreando e vou terminar é ficando doida. Domingo, que é dia de descanço, tinha três canal de televisão aqui", disse, por telefone, à reportagem do Site Miséria. Quitéria ameaça, inclusive, pedir proteção à justiça, principalmente por conta do que considera calúnias. Na última sexta-feira, ela fez alguns exames oftalmológicos pela manhã na Clínica Nossa Senhora de Nazaré, em Fortaleza, a cargo do médico Eron Moreira.
À tarde, ela seria levada para internamento no Hospital Walter Cantídio, onde se submeteria a novos exames, porém não concordou desistindo do tratamento e pedindo para ser trazida de volta a Caririaçu. Os médicos ainda insistiram na internação, visto que ela não chorava sangue há dois dias e o desejo era ver se o fato tornaria a acontecer. Nos exames preliminares, o oftalmologista Eron Moreira disse não ter identificado anormalidade em seu canal lacrimal.
A reviravolta no caso da paciente repercutiu no Cariri pelo fato da mesma não ter persistido nos exames em busca de uma explicação para o problema. No Hospital Universitário Walter Cantídio, ela deveria permanecer durante três dias se revezando nas mãos de um otorrino e, também, seria submetida a uma ressonância, bem como a uma tomografia na região do sangramento. Até um leito na enfermaria do hospital havia sido reservado para que a agricultora ficasse internada até que os exames fossem feitos. Quitéria teve que assinar um termo se responsabilizando pelas conseqüências de seu ato antes de retornar para Caririaçu.

Infirmações do Portal Miséria

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