Conforme verificado em auditoria feita pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denassus) e Controladoria-Geral da União, o veículo adquirido pelo prefeito foi considerado inadequado, não dispondo de técnico ou auxiliar de enfermagem para prestar atendimento aos pacientes, além de ter sido constatada a ausência de equipamentos médicos básicos tais como estetoscópio, aferidor de pressão, reanimador manual adulto e infantil e pranchas curta e longa de imobilização da coluna, impossibilitando o atendimento médico e desvirtuando a finalidade da aquisição do bem.
Dentre as várias irregularidades encontradas ainda estão a omissão dos nomes dos representantes das empresas nas atas e nas propostas, de modo a impossibilitar a identificação do responsável, ausência de pesquisa de preço de mercado e nota fiscal sem o atesto de recebimento dos bens.
MÁFIA DAS AMBULÂNCIAS
A “máfia das ambulâncias”, como ficou conhecida a organização criminosa, se derivava da associação de parlamentares federais, prefeitos, empresários, membros de comissões de licitação e servidores públicos lotados nas áreas de aprovação de projetos técnicos. A quadrilha apresentava uma espécie de “kit de licitação” no qual havia a elaboração prévia de todos os formulários necessários para o processamento de todas as etapas de um processo de licitação, notadamente na modalidade carta-convite.
Os formulários eram submetidos às comissões permanentes de licitação e prefeitos para a necessária homologação, possibilitando o superfaturamento, a partir do qual os recursos seriam repartidos entre os participantes do esquema.
As investigações identificaram os grupos de empresas que compunham e executavam o esquema das fraudes, como o Grupo Planam, o Grupo Domanski, o Grupo Lealmaq e o Grupo Unisaúde.
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