Cássio e Ricardo: é hora de acertar os ponteiros. Ou, ao menos, projetá-los.
Parou. As principais – e genuínas – forças de oposição ao governador Maranhão tem que se dar conta de que é hora de arrumar as coisas. É hora de traçar uma estratégia. E, especialmente, agir. Do jeito que está a nebulosidade não permitirá uma visão nítida do processo. E poderá levar a todos a um barranco.
Vamos resumir. De um lado, encontramos o ex-governador Cássio Cunha Lima do mesmo jeito que o deixamos em 18 de fevereiro de 2009: sem saber o que fazer. Quer dizer, sabendo o que fazer, mas sem conseguir.
Do outro, o prefeito Ricardo Coutinho registrando sérios problemas de relacionamento com partidos da base oposicionista. Metade pela gula deles, metade pela falta de paciência em lidar com partidos.
Ricardo tinha tudo nas mãos até Maranhão assumir o governo. Depois que isso aconteceu as legendas descobriram que podiam trocar de lugar ante à primeira descortesia. Bom. Ambos devem tomar sérias e urgentes medidas. Pois estão sofrendo com prejuízos políticos. E, em continuando tal situação, sofrerão prejuízos eleitorais.
Missão de Cássio
Cássio tem que ser o primeiro a agir. Do tamanho eleitoral e político que tem, não se concebe que ainda não tenha colocado o pé no bucho da direção Nacional do PSDB dizendo: “Vamos resolver isso agora e aqui?”
Ou então, bater o pé diante do senador Cícero Lucena e engajar-se na pré-campanha de Ricardo Coutinho até o dia 30 de junho, quando o PSDB não terá mais como protelar seu impasse.
Isso faria com que o eleitor anti-maranhista pudesse, a partir de julho, se sentir no direito de escolher entre Cícero e Ricardo, mesmo o ex-governador ficando, por causa da amarra partidária, com o senador.
O problema é que Cássio fica mirando numa amizade com Cícero que não o levará à resolução alguma.
Se as medidas acima são drásticas e radicais. Ou improváveis mesmo. Então, sente Cássio com Cícero para negociar apoio a ele. E colocando dois requisitos básicos: oposição ver-da-dei-ra a Maranhão e apoio ao candidato oposicionista em provável segundo turno.
Pronto. Isso resolveria a parada. Melhor trabalhar num terreno seco da realidade do que ficar mirando soluções impossíveis no terreno das indefinições.
Porque do jeito que está, o ex-governador Cássio está sofrendo na pela crítica dos eleitores dos três candidatos ao governo. Os de Maranhão acusam-no de corrupção, os de Cícero de traição e os de Ricardo de omissão.
Cássio tem que escolher qual dos eleitores quer agradar. Por enquanto, está conseguindo o que parece improvável: desagradar a todos três.
Missão de Ricardo
Já o prefeito Ricardo Coutinho tem que levar em consideração que precisa mudar o estilo de relacionar-se com a classe política que passou a conviver. Ela espera afago, gesto, atenção. Tudo o que o Mago considera banal quando se comparado ao desejo de “mudar a vida das pessoas com adoção de políticas públicas democráticas”.
Ok. Mas em campanha estadual é preciso curvar-se aos melindres. Até Dilma Roussef está rindo e tentando ser simpática.
Se pegar a pecha de desagregador, Ricardo terá dificuldades em reunir bloco em torno de si. Simplesmente porque o governador Maranhão tem o poder de conquista objetivo cem vezes mais potente, visto que comanda a máquina estadual, maioria da imprensa e, dizem, até setores da Justiça.
Ricardo só pode conquistar apoio por coisas subjetivas: perspectivas de poder e afago. Se perder apoio pela ausência do segundo, terá dificuldades em manter a primeira.
P>S: O senador Efraim Morais, do DEM, espera com ansiedade que as duas missões sejam cumpridas.


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