Veneziano: entre a cruz e a canetada
Veneziano marcou para o dia 2 de abril a data para anunciar decisão sobre participação na chapa do governador Maranhão. É uma sexta-feira Santa, dia em que o filho do Deus será entregue aos homens para morrer pregado na Cruz.
É um dia de sacrifício, portanto.
Alguma coincidência com a situação do prefeito Veneziano, que usa os cabelos ao estilo Jesus de Nazaré?
Ainda não se sabe ao certo, embora o prefeito campinense já tenha dado todos os sinais que não fará a vontade do governador, diferente do que fez Jesus ao aceitar os desígnios do Pai.
É provável, no entanto, que Veneziano e família passem por uma angústia quase suprema. Angústia proveniente de informações dando conta de que a pressão perpetrada pelo governador José Maranhão para Veneziano ser vice sugere medidas drásticas.
Diante de uma negativa de Veneziano, vão desde à ameaça de ascensão de adversários da família Vital na chapa, a exemplo do grupo de Damião Feliciano e da família Ribeiro, até a rejeição da legenda para o deputado federal Vital do Rego Filho (PMDB).
Sem contar nos processos na Justiça, que poderiam voltar a todo vapor.
Âncora da Correio FM, o radialista Gutemberg Cardoso, por exemplo, vazou em seu Twitter que uma coisa já estava certa: se Veneziano ignorar a vaga de vice, será rifado da sucessão estadual de 2014 pelo PMDB.
É muita pressão para suportar sozinho. Será preciso muita fé para sair ileso do dia 2 de abril. Afinal de contas, alguém terá que ser pego pra Cristo.

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