Além de frustrar as esperanças dos agricultores paraibanos que apostaram em um período de inverno já nos primeiros meses do ano, a ausência de chuvas nos municípios da Paraíba também ameaça e causa pavor aos cerca de 120 mil criadores de gado do Estado. É que embora o pasto esteja verde, um reflexo das primeiras precipitações registradas, a tendência conforme os técnicos agrícolas é que ele se acabe com a continuidade da estiagem.
Segundo o diretor técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB), Afonso Cartaxo, as consequências da falta de chuvas fez os agricultores de todas as regiões do Estado que plantaram no início do ano perderem praticamente tudo e as perspectivas não são animadoras. “Um outro grande problema é com relação à comida do gado. Isso é preocupante porque não teremos um suporte forrageiro nativo de comida para os animais. Hoje o rebanho bovino da Paraíba é de 1,2 milhões”, observou.
Os prejuízos financeiros verificados até agora ainda irão ser avaliados pelos órgãos, mas em muitos as perdas representam todos os investimentos. Diante da escassez das chuvas o diretor técnico da Emater orientou ainda que os proprietários de terra priorizem a economia da água disponível em reservatórios. “A orientação é poupar as águas que existem e usá-las racionalmente”, assinalou Afonso Cartaxo. Mas pelo menos por enquanto, a situação dos reservatórios de água paraibanos ainda é confortável e a estiagem parece ainda não ter afetado o volume de água ds açudes e barragens do Estado.
De acordo com dados da Aesa, por exemplo, que monitora 123 mananciais do Estado, apenas quatro deles estão com índices de água inferiores a 20% de suas capacidades, é o caso dos açudes de ‘Curimatã’, no município de Caraúbas; ‘Serrote’, em Monteiro; ‘Riacho de Santo Antônio’, no município de mesmo nome; e ‘São José IV’, em São José do Sabugi. (JPM)
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