segunda-feira, 15 de março de 2010

Emater alerta prejuízo na alimentação do rebanho


Além de frustrar as esperanças dos agricultores paraibanos que apostaram em um período de inverno já nos primeiros meses do ano, a ausência de chuvas nos municípios da Paraíba também ameaça e causa pavor aos cerca de 120 mil criadores de gado do Estado. É que embora o pasto esteja verde, um reflexo das primeiras precipitações registradas, a tendência conforme os técnicos agrícolas é que ele se acabe com a continuidade da estiagem.

Segundo o diretor técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB), Afonso Cartaxo, as consequências da falta de chuvas fez os agricultores de todas as regiões do Estado que plantaram no início do ano perderem praticamente tudo e as perspectivas não são animadoras. “Um outro grande problema é com relação à comida do gado. Isso é preocupante porque não teremos um suporte forrageiro nativo de comida para os animais. Hoje o rebanho bovino da Paraíba é de 1,2 milhões”, observou.

Os prejuízos financeiros verificados até agora ainda irão ser avaliados pelos órgãos, mas em muitos as perdas representam todos os investimentos. Diante da escassez das chuvas o diretor técnico da Emater orientou ainda que os proprietários de terra priorizem a economia da água disponível em reservatórios. “A orientação é poupar as águas que existem e usá-las racionalmente”, assinalou Afonso Cartaxo. Mas pelo menos por enquanto, a situação dos reservatórios de água paraibanos ainda é confortável e a estiagem parece ainda não ter afetado o volume de água ds açudes e barragens do Estado.

De acordo com dados da Aesa, por exemplo, que monitora 123 mananciais do Estado, apenas quatro deles estão com índices de água inferiores a 20% de suas capacidades, é o caso dos açudes de ‘Curimatã’, no município de Caraúbas; ‘Serrote’, em Monteiro; ‘Riacho de Santo Antônio’, no município de mesmo nome; e ‘São José IV’, em São José do Sabugi. (JPM)

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