Piancó(PB) - Há 12 dias, uma CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) foi instalada na Câmara Municipal de Piancó para apurar supostas irregularidades na pasta municipal da educação, iniciativa parlamentar desencadeada pela denúncia, chegada à Câmara, da incineração ilegal de milhares de exemplares de livros didáticos destinados à rede municipal de ensino.
A denúncia chegou à Câmara no começo de abril e a secretária municipal de educação, Rita Ferreira, foi convocada para prestar esclarecimentos ao legislativo, mas os vereadores não ficaram satisfeitos com as explicações apresentadas e aprovaram, no último dia 22, uma CPI para apurar o fato, que também foi levado ao conhecimento da Polícia Federal.
A secretária confirmou a queixa de duas combis de livros, mas disse que o material foi incinerado porque não poderia mais ser utilizado em função de estragos provocados pela queda de uma caixa d’água na biblioteca. Mas os argumentos da secretária não convenceram a oposição.
Conforme o vereador Sousinha, a queixa dos cerca de 10 mil livros pode não ter sido simplesmente para descarte do material: por trás da fumaça é possível que exista um crime ainda mais reprovável, que seria matrículas escolares fantasmas para obtenção de recursos do Fundeb.
Como onde há fumaça há fogo, o vereador Pádua Leite, autor do requerimento que criou a CPI, não descarta essa possibilidade: conforme ele, além dessa questão, a CPI também vai investigar possíveis irregularidades na merenda escolar e gastos indevidos com recursos educacionais.
Pádua também informa que, além da CPI da educação, foi instalada também uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostas fraudes em licitação. Essas investigações poderão culminar com um pedido de impeachment da prefeita.
Se matar o conhecimento é crime, há um delito que está matando mais do que livros, está ceifando vidas: desde que assumiu a Prefeitura, a prefeita Flávia Galdino, que é médica, não repassa ao hospital regional o dinheiro referente aos serviços que a casa de saúde presta à população local e regional.
Os municípios regionais, inclusive Piancó, referenciam serviços de saúde para o hospital Wenceslau Lopes, e o dinheiro desse atendimento é destinado pelo Governo Federal diretamente para o Município piancoense, que tem gestão plena em saúde, e a Prefeitura deveria repassar esses recursos para o hospital, o que não vem ocorrendo, conforme a direção hospitalar.
O hospital deveria receber mais de 145 mil reais todo mês da Prefeitura, mas não recebe um centavo, o que tem deixado a principal casa de saúde regional em precárias condições, prejudicando milhares de pessoas, inclusive piancoenses, que passam a depender de Patos ou Campina Grande.
Sem estrutura e profissionais suficientes para o atendimento de urgência e emergência, hoje grande parte dos que dão entrada no hospital de Piancó tem que ser removido para Patos, e muitos não resistem à viagem ou já chegam ao hospital patoense com um quadro clínico irrecuperável. Nos últimos anos, o hospital apresenta uma precária saúde financeira e sobrevive apenas de uma pequena soma repassada pelo Governo do Estado.
Jornal Folha do Vale
A denúncia chegou à Câmara no começo de abril e a secretária municipal de educação, Rita Ferreira, foi convocada para prestar esclarecimentos ao legislativo, mas os vereadores não ficaram satisfeitos com as explicações apresentadas e aprovaram, no último dia 22, uma CPI para apurar o fato, que também foi levado ao conhecimento da Polícia Federal.
A secretária confirmou a queixa de duas combis de livros, mas disse que o material foi incinerado porque não poderia mais ser utilizado em função de estragos provocados pela queda de uma caixa d’água na biblioteca. Mas os argumentos da secretária não convenceram a oposição.
Conforme o vereador Sousinha, a queixa dos cerca de 10 mil livros pode não ter sido simplesmente para descarte do material: por trás da fumaça é possível que exista um crime ainda mais reprovável, que seria matrículas escolares fantasmas para obtenção de recursos do Fundeb.
Como onde há fumaça há fogo, o vereador Pádua Leite, autor do requerimento que criou a CPI, não descarta essa possibilidade: conforme ele, além dessa questão, a CPI também vai investigar possíveis irregularidades na merenda escolar e gastos indevidos com recursos educacionais.
Pádua também informa que, além da CPI da educação, foi instalada também uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostas fraudes em licitação. Essas investigações poderão culminar com um pedido de impeachment da prefeita.
Se matar o conhecimento é crime, há um delito que está matando mais do que livros, está ceifando vidas: desde que assumiu a Prefeitura, a prefeita Flávia Galdino, que é médica, não repassa ao hospital regional o dinheiro referente aos serviços que a casa de saúde presta à população local e regional.
Os municípios regionais, inclusive Piancó, referenciam serviços de saúde para o hospital Wenceslau Lopes, e o dinheiro desse atendimento é destinado pelo Governo Federal diretamente para o Município piancoense, que tem gestão plena em saúde, e a Prefeitura deveria repassar esses recursos para o hospital, o que não vem ocorrendo, conforme a direção hospitalar.
O hospital deveria receber mais de 145 mil reais todo mês da Prefeitura, mas não recebe um centavo, o que tem deixado a principal casa de saúde regional em precárias condições, prejudicando milhares de pessoas, inclusive piancoenses, que passam a depender de Patos ou Campina Grande.
Sem estrutura e profissionais suficientes para o atendimento de urgência e emergência, hoje grande parte dos que dão entrada no hospital de Piancó tem que ser removido para Patos, e muitos não resistem à viagem ou já chegam ao hospital patoense com um quadro clínico irrecuperável. Nos últimos anos, o hospital apresenta uma precária saúde financeira e sobrevive apenas de uma pequena soma repassada pelo Governo do Estado.
Jornal Folha do Vale
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