O deputado federal Damião Feliciano, presidente do PTD paraibano, não tem ligação familiar nem relação política histórica com os dois principais grupos que estão a disputar o governo da Paraíba nas eleições deste ano.
Por isso, se encaixa direitinho na turma da prorrogação, aquela que só se decide no finalzinho das convenções. E por força de lei. Porque se pudesse Damião levaria a escolha até o domingo da eleição.
Político experiente e atinado, Damião avalia o quadro com a frieza de um médico na sala de cirurgia.
A sua indecisão sobre o processo atual tem, especialmente, duas razões. A primeira é a de que o presidente do PTD paraibano sabe essa é uma campanha possível para os dois candidatos. Damião sabe que Maranhão é forte num projeto à reeleição, mas também tem consciência que Ricardo tem uma margem de crescimento muito favorável.
Ele acompanhará essa evolução até o dia 30 de junho. Em escolhas difíceis como esta, vale decidir-se pelo grupo que oferecer melhores espaços majoritários e proporcionais para o partido em questão.
No caso da eleição proporcional, Damião Feliciano sabe que tanto Ricardo e Maranhão deverão oferecer as mesmas condições. Ou seja, um “chapão” com todos os partidos aliados, o que deixaria o deputado do PTD muito bem posicionado.
No caso majoritário, as coisas ficam mais difíceis em razão da disputa interna que se trava entre as legendas que estão com Maranhão e Ricardo.
De qualquer forma, Damião aguarda tudo com olhar objetivo. E, a cada dia, valoriza seu passe.
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