terça-feira, 25 de maio de 2010

Guarda da filha de Íris fica com a avó


Maria da Guia, mãe da vítima, vai permanecer no Rio de Janeiro até que o processo da morte da filha seja concluído
Márcio rangel // marciorangel.pb@dabr.com.br

Após 18 dias da confirmação da morte se sua filha e do encontro do corpo da vítima esquartejado dentro de um canal no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, a professora Maria da Guia Bezerra de Freitas, mãe de Íris Bezerra, quebrou o silêncio na tarde de ontem, ao comentar a decisão da Justiça carioca que assegurou a guarda de sua neta de apenas dois anos de idade. "Depois da morte de minha filha, na verdade, confesso a você que esta foi a primeira vez que senti alegria novamente no meu coração. Estou muito aliviada porque estou sentindo que a Justiça está começando a ser feita", desabafou.


Dona de casa diz que sentiu alegria ao saber da decisão da Justiça do Rio Foto: Alexandre Vieira/Ag. O Dia
Na tarde da última segunda-feira, a defensora Simone Moreira, da Coordenadoria de Defesa da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro garantiu a guarda provisória da filha de Íris Bezerra, que tem apenas 2 anos de vida. Maria da Guia conseguiu a guarda da criança após entrar com o pedido da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

Ainda segundo a Coordenadoria de Defesa da Criança, adecisão deve ser cumprida na manhã desta quarta-feira. No ato, a mãe de Íris também se comprometeu em ficar com a menina no Rio de Janeiro, enquanto durar o processo da guarda definitiva. "Vou permanecer aqui até a decisão final, mas tenho certeza que nós, por justiça, deveremos ficar com a guarda da minha netinha. O bandido que tirou a vida minha filha já confessou o crime e agora nada mais justo do que o direito de criar a única lembrança viva de Íris que é a minha neta", completou.

O crime ocorreu na Favela da Rocinha, subúrbio do Rio de Janeiro, onde Íris e Rafael moravam. O corpo de Íris foi encontrado na manhã do dia 8 de maio em uma bolsa no canal da Rua Visconde de Albuquerque, no Leblon, zona sul da capital fluminense. As câmeras de um prédio do Leblon, zona sul do Rio, captaram a imagem do acusado carregando uma mala.

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