Anastácio: "Não aceitaremos veto"
O ex-deputado Frei Anastácio carrega consigo uma rejeição. Em 2006, ele e o deputado federal Luiz Couto foram os nomes indicados pelo Partido dos Trabalhadores para assumir a condição de candidato a vice-governador na chapa de Maranhão (PMDB).
Ambos foram vetados pelo então senador Maranhão. No caso de Frei Anastácio, pesou, entre outras coisas, sua luta em favor dos sem-terra e briga contra os latifundiários.
Anastácio foi idealizador e presidente da CPI do Campo, que denunciou diversos abusos de fazendeiros contra pequenos agricultores paraibanos.
Imagine Maranhão, dono de dezenas de fazendas na Paraíba, algumas delas quase
do “tamanho da Bélgica”, fazendo campanha ao lado de um dos maiores combatentes do coronelismo fundiário paraibano.
Eis que, quatro anos depois, a cena tende a se repetir. Frei Anastácio volta à condição de suposta indicação do PT para vice de Maranhão, junto com outras possibilidades como os deputados Jeová Campos e Rodrigo Soares, além do vereador Peron Japiassu e a superintendente do INSS, Socorro Brito.
O governador, que já vetou o vice-governador Luciano Cartaxo, já tem feito lobby para evitar o Frei.
Este, por sua vez, não vai deixar o assunto passar em branco como em 2006. Já declarou que o Partido dos Trabalhadores não aceitará veto a nomes consensuais indicados pelo partido. “Não tem mais essa história de veto.
O PT vai indicar o nome e pelo tamanho e importância que tem será prontamente atendido”, disparou Anastácio em contato com o blog.
Por ora, o ex-deputado disse que mantém sua disposição para retornar à Assembleia Legislativa. Ele é um dos 29 pré-candidatos do PT a deputado estadual. Mas disse que se for chamado pelo partido não se furtará a missão. A velha história do soldado do partido.
Anastácio, que neste meio tempo teve a experiência à frente da superintendência do Incra, já revelou que é um Anastácio diferente do de 2006. Resta saber se Maranhão também mudou.
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