quarta-feira, 23 de março de 2011

Cássio: volta garantida e postura com Ricardo



A agonia jurídica de Cássio Cunha Lima começou no dia 30 de julho de 2007. De lá pra cá, são quase quatro anos de derrotas judiciais que lhe tiraram um mandato de governador e o impediram de tomar posse no Senado Federal. Hoje, dia 23 de março de 2011, a via crucis chegou ao fim.
 
Em quatro anos, apesar das sucessivas derrotas jurídicas, o tucano manteve inflado seu potencial eleitoral. Há quem diga que uma coisa fortaleceu a outra, sendo o insucesso jurídico fermento para a resposta eleitoral.
 
Mas político sem mandato tem tempo de validade. Por quanto tempo Cássio, sem mandato, continuaria a ditar moda na política da Paraíba? Com oito anos de mandato, o tucano agora já sabe, ao menos, seu tempo mínimo.
 
Essa força junto à massa de Cássio, reforçada pela imperiosidade de um mandato, poderá levar muitos a deduzi-lo como inimigo velado do governador Ricardo Coutinho (PSB).
 
É inegável que Cássio ganha força formal diante da aliança com o PSB. Passará a ser um senador da República com grande resposta eleitoral. Mas isso já estava previsto. Quando Ricardo Coutinho fechou a aliança com Cássio Cunha Lima sabia que o tucano tinha mais chance de ser eleito do que ele próprio.
 
Ricardo queria ser governador do Estado para implantar um projeto que concebe como o ideal para Paraíba. E vai fazer isso contando com a força de quem tem força. Colocar Cássio como uma ameaça oposicionista é igualá-lo ao grupo de lideranças políticas que o tucano combateu até agora. Não é estratégico para o tucano. Ao menos, agora.
 
O mais provável é que o “senador Cássio” contenha a ânsia de aliados que vão querer usá-lo como instrumento de ameaça junto a Ricardo Coutinho.
 
Anotem: ele não vai deixar que o usem neste sentido. Cássio vai querer ser lembrado, ao menos até 2014, como um senador que fez de tudo em favor do projeto que saiu vencedor em 2010.
 
O contrário seria dizer a Maranhão que os Cunha Lima perderam as eleições.

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