sexta-feira, 7 de maio de 2010

Na Grande JP, registro de 587 homicídios, 11 mil roubos a patrimônio, 47 estupros e 28 sequestros torna sarcástico discurso da prioridade em segurança no Maranhão III

População acompanha assustada a escalada da violência no Estado
População acompanha assustada a escalada da violência no Estado

Teria causado espanto a todos se o governador José Maranhão tivesse prometido, no seu discurso de posse no dia 18 de fevereiro de 2009, que nunca iria se roubar e matar na Paraíba quanto na sua terceira gestão.
 
Pareceria uma insanidade naquele instante. Mas hoje se verificaria que o governador estava falando a verdade. No lugar disso, Maranhão preferiu assegurar que a sua prioridade de governo seria saúde e segurança pública.
 
Hoje se percebe que o governador estava sendo sarcástico , embora ninguém tenha notado.
 
Os números falam por si só.
 
Caro leitor, anote para não se perder. Somente na Grande João Pessoa, foram registrados nos últimos 15 meses:
 
- 587 homicídios
 
- 28 sequestros
 
- 554 tentativas de homicídios
 
- 4 latrocínios.
 
- 11.594 crimes contra o patrimônio
 
- 47 estupros
 
- 20 atentados violentos ao pudor
 
- 13 atos corrupção de menores
 
- 301 tráficos de entorpecentes
 
- 55 tentativa de estupro
 
 
Os números, todos extraídos dos relatórios da própria Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, foram revelados pela vereadora Raíssa Lacerda (DEM) durante sessão especial sobre violência na Capital e deixaram os espectadores estarrecidos.
 
Nada que seja novidade, no entanto, para quem vive consciente de que a Paraíba somente é tranqüila para quem encontra facilidades para praticar crimes.
 
No resto do Estado, a falta de policiais, o sucateamento de delegacias e viaturas é um quadro recorrente. Policiais não tem armamentos e usam coletes à prova de bala vencidos.
 
Já se mata para roubar em João Pessoa a luz do dia, como aconteceu com a procuradora aposentada do Estado, no bairro de Manaíra. Dois carros de secretários de Estado já foram roubados.
 
Nos quartéis, oficiais da Polícia Militar chegaram ao cúmulo de entregar os cargos por falta de condições de trabalho.
 
Esqueçamos a discussão política. Não se trata de críticas ou ataques ao governo. Trata-se de reivindicar que se transfira o medo que assola o cidadão de bem para quem pensa em praticar crimes na Paraíba.
 
Trata-se de fazer do discurso do dia 18 de fevereiro de 2009 um marco da mudança. E não da mentira.

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