domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dilma chegará à casa dos 30% antes da eleição, como antecipou FHC, e ascensão provocará mudanças no tabuleiro da Paraíba


Dilma Roussef sobre a Serra e deve alterar jogadas na Paraíba
Dilma Roussef, que já aparece quatro pontos atrás do governador Serra na última pesquisa Datafolha, chegará à casa dos 30% antes das eleições. Assim mesmo como antecipou, numa tentativa de atenuar seu crescimento, o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), na época que a petista insinuava entrada na casa dos 20%.
O problema no ninho tucano não é, necessariamente, a margem de crescimento de Dilma. Que deve permitir escalada ainda maior já que o padrinho dela, um presidente da República com mais de 80% de popularidade, é forte. Mas a ausência de instrumento tangível que possibilite o crescimento de Serra.
Ora, para avançar nas pesquisas Dilma tem Lula e o desafio de linkar cada vez mais sua imagem a do presidente e à promessa de continuidade de seu governo. Já Serra o que tem para fazer crescer?
A divulgação mais ostensiva de um bom governo em São Paulo? A tentativa de convencer o brasileiro que o modelo tucano de governar é o que Brasil precisa para aperfeiçoar os indiscutíveis índices econômicos e sociais atingidos na era Lula?
Ou tão somente o anúncio da chapa Serra e Aécio?
Bom, seja lá o que for, é melhor os estrategistas do PSDB agirem rápido, embora esse nunca tenha sido o forte dos tucanos: voar rápido.

Reflexos na Paraíba

É óbvio que a escalada de Dilma Roussef rumo à presidência da República trará efeitos positivos à campanha do governador José Maranhão (PMDB), que se prepara para ser, ao lado do PT, o palanque oficial da petista na Paraíba.

E ainda tranquiliza os pestistas paraibanos, que ganham mais força no debate com Maranhão. E menos aperreio sob a ameaça de perder algumas boquinhas no governo federal.

Por outro lado, a hesitação da vitória de Serra, tão assegurada outrora, impõem abalos na situação do PSDB paraibano. De um lado derruba a tese de que a solução para o impasse tucano entre Cícero e Cássio se resolverá com a garantia de um “Ministério” para o senador em caso de renúncia a governador.

Ora, sem a convicção de vitória, não se pode prometer nada em troca de renúncia. Quem sabe não force, inclusive, a Serra ter palanque próprio na Paraíba, uma vez que permitir dois palanques pra Dilma e nenhum para o PSDB seria ter que, praticamente, tirar o universo paraibano do mapa eleitoral dos tucanos.

Claro que o PSDB pode entender que o ex-governador Cássio, numa campanha estourada para Senador, pode ser mais útil a Serra do que Cícero como candidato ao governo.

Mas, em outro cenário, o PSDB poder querer ver o “estouro” de Cássio numa chapa com Cícero, no melhor estilo de juntar o “útil com o inevitável”.

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