sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A verdade sobre o encontro nacional do PT e os reflexos na Paraíba


                     Dilma Roussef: a estrela guia para o PT nos estados
Vamos esquecer as declarações e opiniões de cada uma das lideranças do PT a respeito das decisões do 4º Congresso Nacional do partido, em Brasília. Elas são divergentes e, o que é pior, são diferentes uma das outras. O que é impossível porque as decisões não devem ter interpretações dúbias.
Proponho um mergulho na fonte oficial, lá no PT Nacional.
Pois bem. Vamos aos fatos e não às opiniões.
1 – Os 1,3 mil delegados do PT, inclusive, os 35 membros da Paraíba aprovaram – sem emenda alguma – item autorizando a abertura de dois palanques para Dilma Roussef na disputa presidencial.
Isso é fato. Não se questiona. Foi aprovado sequer sem sugestão de mudança. Ou seja, onde subirá nos dois palanques dos estados em que dois candidatos ao governo votarem nela.
2- Sobre a política de alianças, os delegados também aprovaram o texto original. Ou seja, fazer composição com partidos da base do governo Lula.
Duas emendas foram apresentadas: prioridade de aliança com o PMDB e a outra defendendo aliança apenas com partidos da centro-esquerda PSB, PDT e por aí vai. Foram derrubadas.
Ou seja, vale o texto original: aliança com partidos da base. É uma medida excludente sim. Também é fato. Na Paraíba, por exemplo, impede aliança com o DEM.
3 – O que tiver de impasse, o Diretório Nacional resolve.
Bom esses são os fatos. Não adianta discutir.
Agora, no campo da interpretação, vamos à breve análise sobre os reflexos deles na Paraíba para 2010. Agora são opiniões.
1- Quanto aos dois palanques para Dilma, não significa dizer autorização para um “racha oficial do PT na Paraíba”. Se o PT ficar com Maranhão, por exemplo, e Ricardo votar em Dilma, não significa dizer que a direção petista vai autorizar dois PTs: um com Maranhão outro com Ricardo.
Mas é claro que os petistas mais ligados ao prefeito Ricardo Coutinho poderão usar a estratégia para subir no palanque do Mago ao lado de Dilma. E dele nunca mais sair até o final da campanha.
2- Quanto à aliança com partidos da base. Isso regulariza a tese de que o PT não pode permitir a aliança com partidos como o DEM, por exemplo, que já está com Ricardo Coutinho.
O que o PT pode fazer é, durante o congresso estadual, marcado para abril, deliberar sobre a aliança por Maranhão ou Ricardo. A força que vencer, provavelmente, a que defende aliança com o PMDB, vai referendar sua posição via nacional e assegurar unidade mesmo que “forçada” em torno da tese vitoriosa.
O resto é conversa pra boi dormir.

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