quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Uma Nação heterogênea


Quarta, 2 de fevereiro de 2011
 SagradoImensa Nação Rubro-NegraR10

Quando o R10 entrar em campo hoje à noite, ele será efetivamente nosso. Portanto, ainda está em tempo, junte-se a nós. Há um lugar para você, que nasceu rubro-negro e degenerou por alguma influência nefasta, inadequada e oportunista, estamos certos. 
Não temos preconceito. Somos uma Nação heterogênea, democrática e sem distinções. A característica principal do torcedor do Flamengo é amar o clube, cada um do seu jeito. Não importa o credo, a raça ou a cor, a devoção ao Mais Querido se constitui na única exigência para ser uma gota nesse oceano. É exatamente assim que me considero, uma gotícula num mar rubro-negro que se estende por todos os continentes. Metaforicamente, banhamos até a poeira cósmica na galáxia mais remota ainda por ser descoberta.
Sozinhos temos o impacto de uma lágrima emocionada pela vitória. Juntos temos a força das correntes que maltratam e arrebatam corações. Propagamo-nos como o som mais audível; resplandecemos como a luz mais reflexível; expandimo-nos como o ar mais respirável. Não há limite que restrinja nosso poder de alcance, brilho que ofusque a nossa avassaladora magnitude, obstáculo que se oponha à nossa marcante presença. 
Essa força inexpugnável vem de nossa coesão, da união de diferenças que se identificam na mesma paixão, da indescritível alegria de ser rubro-negro. Olhar os rostos miscigenados por toda a enorme extensão desse país-continente nos aproxima da ideia de nossa diversidade. Há índios, negros, mulatos, brancos, operários, engenheiros, presidiários, magistrados, aldeões, cosmopolitas, mulheres, homens e crianças vestindo orgulhosamente o Manto Sagrado. 
No mais instintivo repente que uma câmera seja capaz de registrar podemos encontrar um cidadão honrado de torcer pelo Flamengo. Em fotos de tragédias, na devastação das enchentes e dos desabamentos; enquadramentos de ações policiais, com detenções e violência; estampas de momentos de lazer, inspirados pelo charme da natureza em praias paradisíacas e quase virgens; retratos de cenários singulares, como as aldeias escondidas nas mais inóspitas clareiras da selva; registros das grandes aglomerações urbanas, em praças, avenidas e prédios; nos instântaneos dos mais diversos lugares comumente haverá a presença de nossa camisa histórica, seja antiga ou nova, todas sempre atuais. Basta existir quem possa vesti-la e nos revemos. 
E o que alimenta esse movimento espontâneo, multiracial, laico, suprapartidário? O amor irrestrito por um clube que arregimenta multidões impressionantes com a singeleza de um organismo que apenas vive. Os portugueses falam um só idioma e contam 14 milhões de nativos. Os rubro-negros expressamo-nos em vários dialetos, numa linguagem mundial, contando mais de 35 milhões de cidadãos. Cantamos em homenagem ao Flamengo enquanto remamos nos igarapés, garimpamos nas jazidas, perfuramos poços, ceifamos o mato, galopamos nas ravinas, digitamos nos teclados de notebooks, Ipads, tablets e celulares. Vários tribos e uma só nação, a Imensa Nação Rubro-Negra. 
Hoje, para não fugir à regra, será mais um dia de festa. É estreia do R10! 
Não importa onde você esteja e quem seja você, queremos lhe escutar cantando alto: Conte comigo, Mengão, acima de tudo Rubro-Negro!











MAGIA NELES!
EQUIPE Magia Rubro Negra


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